INTERNACIONALIZAÇÃO

Projetos visam desenvolver educação inclusiva, ampliar o contato de estudantes com o mercado de trabalho em feiras de emprego e aproximá-los de novas tecnologias com capacitações exclusivas

A Huawei possui 2.600 instituições associadas no mundo e desenvolve programas educacionais de qualificação para jovens. Na imagem, representantes da empresa e da UnB, em reunião no Salão de Atos da Reitoria. Foto: Beto Monteiro/Ascom GRE

 

A Universidade de Brasília segue estreitando laços com parceiros internacionais. Na última terça-feira (30), representantes da Huawei Brasil foram recebidos pela reitora Márcia Abrahão e pelo vice-reitor Enrique Huelva. A reunião de alinhamento estabeleceu três eixos de cooperação com a UnB: inserção no mercado de trabalho, desenvolvimento de pesquisas e de capacitações. Representantes da UnB foram convidados a integrar comitiva que fará visita à sede da Huawei, em Shenzhen, no sul da China.

Com proposta de colaboração prevista para este semestre, a reitora Márcia Abrahão disse estar disposta a acelerar os processos para que as ações conjuntas sejam fortalecidas em 2024. A ideia da multinacional chinesa é realizar na UnB uma feira de emprego. “Nós estamos totalmente abertos às várias oportunidades aqui apresentadas”, disse a reitora, que lembrou de parcerias firmadas entre a UnB e a Universidade de Agricultura da China (CAU).

Os projetos propostos pretendem unir especialistas da Universidade de Brasília em tecnologias como 5G, computação em nuvem, inteligência artificial e energias renováveis para a elaboração de cursos exclusivos. O objetivo principal é promover capacitação de profissionais e impulsionar a inserção no mercado de trabalho.

Dentre as iniciativas conjuntas, foi discutida a possibilidade de instalar no Parque Científico e Tecnológico (PCTec) da UnB um laboratório para incentivar a interação da empresa com os projetos já existentes na Universidade. “Nosso parque científico se fortaleceu muito nos últimos tempos, para acolher cada vez mais novos empreendimentos. É uma grande oportunidade para nós ter vocês aqui”, comentou o diretor do PCTec, Carlos Gurgel.

INOVAÇÃO – Pensando em alinhar inovação com educação, a decana de Pesquisa e Inovação, Maria Emília Walter, fez sugestões voltadas à criação de living labs(laboratórios vivos) e a parceria com o Decanato de Extensão (DEX) para que as certificações contem com um carimbo conjunto da Huawei e da UnB. “Temos muitas possibilidades e podemos usar o que já existe como um piloto”, afirmou a decana.

O diretor do PCTec, Carlos Alberto Gurgel, lembrou da possibilidade da empresa entrar no Parque como um Centro Integrado de Tecnologia e Inovação. “Podemos começar com o que temos, mas se ventilarem a possibilidade de ter uma edificação própria, vocês entram como Centro Integrado de Tecnologia e dão suporte ao Living Lab”, explicou o diretor.

Segundo Victor Montenegro, representante da Huawei Brasil, há um cenário propício para ampliar as ações por meio de financiamentos e investimentos. “Caminhamos hoje para um momento em que precisamos repensar o próprio conceito de aprendizagem”, afirmou Victor sobre as propostas voltadas à inovação.

SOBRE A HUAWEI – Com mais de R$ 2 milhões investidos em projetos de pesquisa na UnB, a multinacional chinesa atua no desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação e possui hoje 218 parcerias firmadas com universidades brasileiras. Victor Montenegro é gerente de Talentos e Ecossistema da Huawei Brasil, e falou sobre o trabalho voltado à transformação do cenário educacional por meio do programa ICT Academy.

Entre estagiários e funcionários, a multinacional chinesa conta com mais de 60 colaboradores estudantes ou egressos da Universidade de Brasília. Maria Luisa Laranjeiras é uma delas. Na imagem, ela está ao lado de Victor Montenegro. Foto: Beto Monteiro/Ascom GRE

 

“Trabalhamos com um ciclo, que é composto pela qualificação e certificação. Temos foco em programas de inclusão e adaptação, então nós qualificamos pensando na equidade de gênero, na paridade e no combate às vulnerabilidades. Posteriormente, a gente foca na questão da empregabilidade, por meio das feiras de emprego e de tecnologia”, disse Victor Montenegro.

A estudante de Direito e coordenadora-geral do Grupo de Estudos sobre China (Gechina) da UnB Maria Luisa Laranjeiras é uma das funcionárias da empresa, que hoje conta com 40 estagiários da Universidade de Brasília e mais de 20 colaboradores egressos da UnB efetivados na empresa no DF.

“Nossa ideia é realizar uma feira de emprego na UnB, para que mais profissionais preparados sejam atraídos para o mercado de trabalho. Estamos com mais de 3 mil parceiros na Huawei precisando de pessoal formado e capacitado”, comentou Victor Montenegro.

 

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